segunda-feira, 31 de outubro de 2011

E heis...

que o pipoca estreia-se na "piolhagem". Nem queria acreditar... tão pequenino... parece que este ano tem andado aí uma praga jeitosa...

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

e é assim que passam 3 anos...

Faz hoje 3 anos que me tornei naquela que hoje é comummente denominada por família monoparental. Faz hoje 3 anos e podia estar para aqui a queixar-me da vida... que na realidade passou-me uma valente rasteira (ou não). Mas não tenho vontade de o fazer, tenho sim, vontade de celebrar cada dia que passa como único e como mais uma oportunidade que tenho de viver e ser feliz. A VIDA dá-nos tantas mas tantas oportunidades que nem sempre estão nos caminhos que pensávamos ser o escolhido...

Fiquei sozinha (com uma família fantástica sempre lá) com um filho de 6 meses. É verdade, não foi fácil, não é fácil. Mas chegada aos dias de hoje, já não sei que vida prefiro. Aprendi tanto, descobri tanto em mim e nos outros. Confesso. O meu casamento que outrora via perfeito, à luz de alguma racionalidade e distância, deixou de o ser. Não discutíamos, é um facto, tínhamos uma vida estável com gostos comuns, mas na verdade faltava o "resto", o mais importante, o AMOR. De alguma forma, como tantas vezes acontece, no caminho das nossas vidas algo se perdeu, o nosso amor morreu e nem eu nem o meu ex-marido conseguiríamos viver uma vida fingida. Se outrora me revoltei, hoje agradeço-lhe a sinceridade pois tenho a certeza que dadas as circunstâncias seria (seriamos) uma pessoa (pessoas) muito infeliz se tivéssemos continuado juntos. 

Hoje somos pais de um filho que AMAMOS acima de tudo. Eu de um lado, é certo. Ele do outro, mas o AMOR que temos pelo nosso filho, mesmo separado, é o nosso investimento comum e isso faz dele uma criança EXTREMAMENTE FELIZ. 

Na realidade sinto que tive uma vida que morreu, mas que me deram ou dei a mim própria, a oportunidade de renascer para outra, que é Melhor. Onde a cada dia que passa gosto mais de mim, em que gosto mais dos Outros. Agora, mais que nunca, tenho consciência de que a vida deve ser vivida no presente, porque na realidade o futuro é mesmo muito imprevisível e aquilo que hoje é amanhã pode já não ser... e que a verdadeira beleza está mesmo nas coisas mais simples da vida, nas gargalhas do meu filho, na correria e alegria com que me abraça e diz "mããeeeee", nas gargalhadas que dou com as minhas amigas e amigos, na confusão das conversas nas refeições de família, nos comentários de apoio que muitas das que me vão seguindo deixam aqui, na atenção que dou às pessoas tantas vezes solitárias no meio de uma multidão, nos sítios novos que vou conhecendo, e em tantas outras experiências que esta minha "nova" vida me tem proporcionado. 

Por isso, passados 3 anos, sou sincera, não posso, nem me quero queixar de tudo o que esta NOVA VIDA me ofereceu e tem oferecido em troca da OUTRA. Luto todos os dias para ser Feliz e com a minha Felicidade fazer, primeiro, o meu filho, depois os outros, Felizes. Acho que na maioria dos dias até consigo. 


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A quem possa interessar


Eu já tenho o meu turno.

(Cliquem em cima da imagem para ter acesso ao site)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O que estás a fazer filhote?

... a contar histórias aos meus amigos....
(quatro amigos que só por acaso fazem parte da decoração da sala e que ele transporta para o quarto)




O estiloso...


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

E quando...

...o vou buscar ao final do dia à escolinha demoro sempre cerca de, no mínimo, meia-hora a arrancá-lo de lá....  por cauda disto:


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Ser mãe é


Rever 500 mil vezes mentalmente se não se está a esquecer de nada antes de sair de casa. Sair à pressa, deixar o filho na escola, sentar-se na secretária olhar para os pés e ver que estão neste estado e que é dia de reunião importante com pessoas igualmente importantes. Valha-nos o "Santo" Risqué e as lojas dos chineses abrirem cedinho.


E quem?

Quem é que se levantou às 5h da matina e não quis dormir mais, quem? Uma hora e meia a menos de sono faz muita falta... faz sim senhor... e a energia que o rapaz tinha?!... Bem disposto que só ele (ao contrário da mãe que está aqui que nem pode pois andamos novamente em fase de sonos conturbados)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Aproveitar enquanto o frio não chega


No sábado fomos ao parque...

malandreco

Os primeiros "recuerdos" da escolinha


O primeiro desenho para a mamã, já tenho uma colecção, mas este foi o primeiro.


O primeiro "instrumento musical"  feito no dia Internacional da Música 


Fora os que vão sendo colados nas paredes da escola e respectiva sala.
Quanto à adaptação! Agora até quer ir para a escola aos Sábados, Domingos... enfim... " não há fome que não dê em fartura"... é bom sinal e antes assim!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Conhecem?

Pumpkin

Tem sugestões engraçadas.
Não conheço os donos, não ganho nada com isto, só achei um projecto com muitas ideias e actividades engraçadas para a família e para os miúdos e por essa razão, partilho.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Sobre o desfralde

Operação (quase) completa. Faltam as noites.

Resultados práticos (muito práticos): 
- Considerável diminuição de consumo de fraldas. O que em tempo de crise, é "FANTÁSTICO"!
- Considerável diminuição de odores bastante desagradáveis  no saco do lixo, daqueles que obrigavam a ir a correr despejá-lo!

Pode parecer pateta, mas adoro dobrar as primeiras cuecas do meu filho e gosto ainda mais quando quer ser ele a puxá-las para baixo e para cima, demonstrando orgulhosamente que já o sabe fazer sozinho. 

Está Tããoãooooooooo rapazinho! Love it.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Um estudo que me alivia um bocadinho (só) a consciência...


Depois de uma semana em que MAL vi o meu filho por questões laborais, depois me sentir  triste e com algum peso na consciência, heis que surge este estudo na revista PAIS & FILHOS   e vá lá, se assim for... sou capaz de ficar, um bocadinho (só) mais descansada...
"As mães que trabalham fora de casa não causam nenhum dano social nem emocional significativo aos seus filhos, de acordo com um estudo britânico.Os resultados resultam de informação retirada do Millennium Cohort Study UK, que também verificou que as crianças parecem mais equilibradas quando tanto a mãe como o pai têm trabalho remunerado e vivem em casa com os seus filhos, citou o site Alert Life Sciences Computing.

«Alguns estudos têm sugerido que o facto de as mães trabalhem (ou não) no primeiro ano de vida da criança possa ser particularmente importante para os resultados subsequentes», segundo a líder da investigação, Anne McMunn, num comunicado de imprensa do Conselho de Investigação Económica e Social, que financiou a pesquisa.

«Neste estudo não verificámos qualquer prova de influência nociva a longo prazo sobre o comportamento da criança pelo facto de a mãe trabalhar no primeiro ano do bebé.»

Os resultados sugerem que as mães trabalhadoras são diferentes em vários níveis das mães que não trabalham. Por exemplo, observou McMunn que as mães com emprego remunerado são mais propensas a ter uma melhor educação, a ter mais dinheiro e estar menos deprimidas.

Dito isto, as formas em que os antecedentes laborais da mãe poderiam afectar o desenvolvimento dos seus filhos parecem ter muito a ver com o sexo da criança. Segundo o estudo, parece que as meninas são mais afectadas por padrões de trabalho materno que os meninos.

De facto, refere o estudo, as meninas pareciam ter mais problemas do que os meninos (em termos de início de dificuldades comportamentais aos cinco anos) em famílias onde o pai era o único que ganhava e as mães não trabalhavam, em comparação com famílias em que ambos os pais trabalhavam, disseram os investigadores.

Pelo contrário, uma dinâmica inversa, na qual a mãe era quem ganhava o sustento da casa (em vez de uma casa com duas fontes de rendimento), os meninos pareciam ter mais dificuldades comportamentais do que meninas.

No entanto, o estudo reforça as provas anteriores de que os problemas comportamentais aos cinco anos surgem com mais frequência (embora nem sempre) em lares onde ambos os pais são confrontados com o desemprego, como os constituídos por mães solteiras."

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

20 pedidos que farei tudo para não esquecer...

Hoje a Solange Burri partilhou isto na página de facebook dela... Algo com o qual concordo em absoluto e farei tudo para não esquecer...


Mãe e Pai ...

1 - Nunca esqueçam: eu sou a criança de vocês os dois. Agora, só tenho um pai ou uma mãe com quem eu moro e que me dedica mais tempo. Mas preciso também do outro.
2 - Não me perguntem se eu gosto mais um ou do outro. Eu gosto de “igual” modo dos dois. Então não critique o outro na minha frente. Porque isso dói.
3 - Ajudem-me a manter o contacto com aquele de entre vocês com quem não fico sempre. Marque o seu número de telefone para mim, ou escreva-me o seu endereço num envelope. Ajudem-me, no Natal ou no seu aniversário, para poder preparar um presente para o outro. Das minhas fotos, façam sempre uma cópia para o outro.
4 - Conversem como adultos. Mas conversem. E não me usem como mensageiro entre vocês - ainda menos para recados que deixarão o outro triste ou furioso.
5 - Não fiquem tristes quando eu for ter com o outro. Aquele que eu deixo não precisa pensar que não vou mais amá-lo daqui há alguns dias. Eu preferia sempre ficar com vocês dois. Mas não posso dividir-me em dois pedaços - só porque a nossa família se rasgou.
6 - Nunca me privem do tempo que me pertence com o outro. Uma parte de meu tempo é para mim e para a minha Mãe; uma parte de meu tempo é para mim e para o meu Pai. Sejam consequentes aqui.
7 - Não fiquem surpreendidos nem chateados quando eu estiver com o outro e não der noticias. Agora tenho duas casas. E preciso distingui-las bem - senão não sei mais onde fico.
8 - Não me passem ao outro, na porta da casa, como um pacote. Convidem o outro por um breve instante dentro e conversem como vocês podem ajudar a facilitar a minha vida. Quando me vierem buscar ou levar de volta, deixem-me um breve instante com vocês dois. Não destruam isso, em que vocês se chateiam ou brigam um com o outro.
9 - Vão buscar-me na casa dos avós, na escola ou na casa de amigos se vocês não puderem suportar o olhar do outro.
10 - Não briguem na minha frente. Sejam ao menos tanto tão educados quanto vocês seriam com outras pessoas, como vocês também o exigem de mim.
11 - Não me contem coisas que ainda não posso entender. Conversem sobre isso com outros adultos, mas não comigo.
12 - Deixem-me levar os meus amigos na casa de cada um. Eu desejo que eles possam conhecer a minha Mãe e o meu Pai e achá-los simpáticos.
13 - Concordem sobre o dinheiro. Não desejo que um tenha muito e o outro muito pouco. Tem de ser bom para os dois, assim poderei ficar à vontade com os dois.
14 - Não tentem "comprar-me". De qualquer forma, não consigo comer todo o chocolate que eu gostaria.
15 - Falem-me francamente quando não dá para "fechar o orçamento". Para mim, o tempo é bem mais importante que o dinheiro. Divirto-me bem mais com um brinquedo simples e engraçado que com um novo brinquedo.
16 - Não sejam sempre "activos" comigo. Não tem de ser sempre alguma coisa de louco ou de novo quando vocês fazem alguma coisa comigo. Para mim, o melhor é quando somos simplesmente felizes para brincar e que tenhamos um pouco de calma.
17 - Deixem o máximo de coisas idênticas na minha vida, como estava antes da separação. Comecem com o meu quarto, depois com as pequenas coisas que eu fiz sozinho com meu Pai ou com minha Mãe.
18 - Sejam amáveis com os meus outros avós - mesmo que, na sua separação, eles ficarem mais do lado do seu próprio filho. Vocês também ficariam do meu lado se eu estivesse com problemas! Não quero perder ainda os meus avós.
19 - Sejam gentis com o novo parceiro que vocês encontram ou já encontraram. Preciso também me entender com essas outras pessoas. Prefiro quando vocês não se vêem com ciúme. Seria de qualquer forma melhor para mim quando vocês dois encontrassem rapidamente alguém que vocês poderiam amar. Vocês não ficariam tão chateados um com o outro.
20 - Sejam optimistas. Vocês não conseguiram gerir o seu casal - mas nos deixem ao mínimo o tempo para que, depois, isso se passe bem. Releiam todos os meus pedidos. Talvez vocês conversem sobre eles. Mas não briguem. Não usem os meus pedidos para censurar o outro, tanto mal que ele podia ter sido comigo. Se vocês o fizerem, vocês não terão entendido como eu me sinto e o que preciso para ser feliz.
(Fonte - Tribunal de Família e Menores de Cochem-Zell / Alemanha)